- Sacramento do Amor de Deus.
 
 
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A presidente do Hospital Bambino Gesu’, Mariella Enoc: “Esta é mais uma notícia triste”.

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A presidente do Hospital Bambino Gesu’, Mariella Enoc, indicou ontem à tarde no Vaticano, que “O hospital (Great Ormond Street, em Londres) nos disse que, por motivos legais, não pode transferir para nós Charlie Gard. Esta é mais uma notícia triste”.

A declaração foi à margem da apresentação do Relatório de Saúde e Científico 2016, do ‘hospital do Papa’.

Na segunda-feira, Mariella Enoc, tinha anunciado querer abrir as portas para receber o pequeno Charlie Gard, de dez meses de idade, para que o desejo dos pais de “acompanhar e cuidar” do filho “até o fim” não fosse negligenciado.

O Tribunal do Reino Unido ordenou que os aparelhos do menino fossem desligados, atendendo a um pedido de seus médicos, que alegam que não há cura para a doença e que a criança tem o direito de morrer com dignidade, uma decisão referendada pela Corte Europeia dos Direitos Humanos.

O menino de 10 meses sofre da síndrome de miopatia mitocondrial, uma doença genética rara e, segundo os médicos londrinos, incurável, motivo que levou à decisão judicial de desligar os aparelhos que mantém o menino vivo. Os pais de Charlie discordam da decisão.

Mariella Enoc disse que foi contactada pela mãe de Charlie, que lhe pediu para verificar a possibilidade de que este cuidado, esta atenção, se realize. Enoc explicou que os médicos e cientistas estão aprofundando o caso e depois falarão diretamente com a família.

fonte:https://pt.zenit.org/articles/hospital-de-londres-nega-transferencia-de-charlie-gard-a-roma/

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Jacinthe-MartoTrês semanas antes da viagem do Pontífice a Fátima, programada para 12 e 13 de maio, por ocasião do centenário das aparições marianas.

O Papa Francisco convocou um Consistório Ordinário Público para a Canonização de vários Bem-aventurados. Entre eles, Francisco e Jacinta Marto, videntes de Fátima.

O consistório se realiza três semanas antes da viagem do Pontífice a Fátima, programada para 12 e 13 de maio, por ocasião do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima.

Será o 20 de abril na Sala do Consistório do Palácio Apostólico, no Vaticano, e ao inicio o Santo Padre presidirá a Hora Média. O consistório público é a reunião de cardeais e o que foi convocado agora é um consistório ordinário, que reúne os cardeais que residem em Roma.

Figuram também outros processos canonização, entre os quais o dos chamados “protomártires do Brasil”: o sacerdote português Ambrósio Francisco Ferro e André Soveral, além do leigo Mateus Moreira e outros 27 companheiros. Os martírios tiveram lugar a 16 de julho de 1645 e 3 de outubro de 1645, nas perseguições anticatólicas do século XVII, por tropas holandesas.

E os menores Cristobal, Antonio e Juan estiveram entre os primeiros evangelizadores dos franciscanos e dominicanos logo depois da conquista. Foram cruelmente assassinados por seus conterrâneos porque, em nome da fé católica, rejeitavam a idolatria e a poligamia: Cristobal morreu em 1527, Antonio e Juan em 1529. Foram beatificados por S. João Paulo II em 6 de maio de 1990, na Basílica de Guadalupe, durante a sua segunda visita pastoral ao México.

Também Faustino Míguez, sacerdote escolápio, Fundador do Instituto Calasancio das Filhas da Divina Pastora; e Angelo da Acri (nome de batismo: Luca Antonio Falcone), sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

fonte: https://pt.zenit.org/articles/consistorio-para-canonizacao-dois-pastorinhos-de-fatima-e-os-protomartires-do-brasil/

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HombreBebe_FlickrAndresNietoPorrasCC_BY_SA_20_270217MONTEVIDÉU, 03 Mar. 17 / 08:00 am (ACI).- Em um ato sem precedentes no Uruguai, uma juíza ordenou a proibição de um aborto ao qual uma mulher ia se submeter, depois de que o pai da criança apresentou um recurso de amparo para proteger a vida de seu filho em gestação.

Além do recurso de amparo, o representante do demandante, advogado Federico Arregui, interpôs um recurso de inconstitucionalidade da lei que permite o aborto em determinadas causas e que foi remetido à Suprema Corte de Justiça.

O fato ocorreu na cidade de Mercedes, a cerca de 280 quilômetros de Montevidéu, no Uruguai, onde o aborto está despenalizado até as 12 semanas de gravidez.

Segundo explicou Arregui ao jornal ‘El País’, o demandante manteve uma relação amorosa com a demandada. Agora já não estão juntos. No dia 25 de janeiro, a mulher lhe disse que estava levando a cabo os trâmites para se submeter a um aborto e ele tentou fazê-la desistir.

Entretanto, segundo o advogado, “foi infrutuoso, em cujo mérito decidiu ativar os mecanismos legais destinados à proteção da vida do filho em comum”.

Arregui afirmou que o demandante “está plenamente disposto a se responsabilizar por seu filho, o que já faz desde a concepção, independentemente se a mãe esteja disposta a exercer seu papel como tal”.

Em sua sentença, a juíza a cargo do caso, Dra. Pura Concepción Book, assinalou que a demandada argumentou que “tem um rechaço natural à gravidez”.

“Eu não tenho vontade de estar grávida nem suportar que me obriguem, conhecendo meus direitos que a lei me outorga, pude aceder ao direito de iniciar o trâmite e fazê-lo”, sustentou a mulher.

“Além da questão natural de que não tenho vontade, tudo o que de âmbito social, econômico, profissional, psicológico, tudo isso me leva a ratificar a ideia de não ter a criança”, acrescentou.

Depois de escutar os argumentos a favor e contra, a juíza determinou que a mulher não cumpriu com todos os requisitos que a lei estabelece, especificamente o artigo 3 que indica que deve informar ao médico as circunstâncias que lhe impediriam de continuar com a gravidez.

Por esta razão, em 21 de fevereiro, a magistrada ordenou a suspensão do procedimento de “interrupção da gravidez” (aborto) que a mulher que está na décima semana de gestação ia realizar.

A decisão da juíza Book foi altamente questionada pelos grupos abortistas do Uruguai, mas respaldada em unanimidade pela Associação de Magistrados e o Colégio de Advogados, que recordou vários princípios da Carta das Nações Unidas sobre a independência judicial.

“Não se efetuarão intromissões indevidas ou injustificadas no processo, nem se submeterão à revisão as decisões dos tribunais”, afirma o comunicado da Associação.

Do mesmo modo, acrescentam que “toda acusação ou queixa formulada contra um juiz por sua atuação será tramitada segundo o procedimento pertinente” e “não cumprir uma decisão judicial firme por parte do Poder Executivo colide contra os princípios de tutela judicial, igualdade e segurança que estabelecem nosso Estado de Direito”.

A decisão também foi aplaudida pelos líderes pró-vida, como o deputado Carlos Lafigliola, que disse a ‘El País’ que se trata de “uma surpresa muito grata”, já que pela primeira vez se põe o pai como sujeito de direito ante a criança em gestação.

“É a primeira decisão neste tema que nos dá razão e, por isso, é um grande impulso para fortalecer o trabalho. É uma decisão histórica. Uma decisão que nos enche de esperança”, sublinhou.

fonte: acidigital

image_pdfimage_print

15121002-740x493O Santo Padre adverte do suborno da vaidade.

(ZENIT – Cidade do Vaticano. Març. 2017).- O verdadeiro jejum é ajudar os outros. Este foi o tema da homilia do papa Francisco na missa celebrada esta sexta-feira na Domus Santa Marta.

Nos ajudará também a pensar, disse o Papa: que sente um homem depois de um jantar, que custou 200 euros, por exemplo, e volta para casa, vê um faminto, não olha para ele e continua caminhando?”

O Papa explica: al leituras do dia falam do jejum, “da penitência a que somos convidados a fazer no tempo da Quaresma” para aproximar-nos ao Senhor. O salmo diz que a Deus agrada “o coração penitente” e “o coração que se sente pecador e sabe ser pecador”.

Na primeira leitura Deus repreende a falsa religiosidade dos hipócritas que por um lado fazem penitência e por outro cometem injustiças, fazendo “negócios sujos.”

“O outro é o jejum ‘hipócrita’ é um jejum -palavra que Jesus tanto usa- para se mostrar ou para sentir-se justo, mas ao mesmo tempo cometem injustiças.

–‘Mas eu sou generoso, farei uma bela oferta à Igreja.’
–‘Mas me diga, tu pagas o justo às tuas domésticas? Paga teus funcionários sem assinar a carteira? Ou como quer a lei, para que possam dar de comer aos seus filhos?’

O santo padre lembra um caso ocorrido logo após a II Guerra Mundial com o padre jesuíta Arrupe, quando era missionário no Japão. Um rico homem de negócios fez uma doação para atividades de evangelização, mas o acompanhava um fotógrafo e um jornalista. O envelope continha somente 10 dólares:

“Nós também fazemos o mesmo quando não pagamos o justo à nossa gente. Pegamos de nossas penitências, de nossos gestos, do jejum, da esmola, aceitamos uma propina: o suborno da vaidade, de se mostrar. Isso não é autenticidade, é hipocrisia”.

Jesus indica: ‘Quando vocês rezarem, entrem no seu quarto, fechem a porta, no escondido, quando derem esmola não faça soar a trombeta, quando jejuar não fiquem tristes. É o mesmo que dizer: Por favor, quando vocês fizerem uma boa obra não aceitem propina desta boa obra, é somente para o Pai.”

O Papa citou o Profeta Isaías, quando o Senhor fala aos hipócritas sobre o jejum verdadeiro. Palavras significativas também “para os nossos dias”:

“Não é este o jejum que escolhi: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, e romper todo tipo de sujeição?

“Não consiste talvez em dividir o pão com o faminto, deixar entrar em casa os pobres, os sem-teto, vestir o que está nu sem transcurar os próprios parentes? Pensemos nestas palavras, pensemos em nosso coração, como nós jejuamos, rezamos, damos esmolas”.

fonte: zenit.org

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adoracao-700x466De 2008 a 2010, Ciudad Juárez, no norte do México, foi listada como uma das cidades mais perigosas do mundo, devido à violência relacionada a drogas e gangues. Agora em uma reviravolta dramática, a cidade é considerada mais segura do que várias cidades americanas, incluindo Baltimore e Nova Orleans.

Pe. Patrico Hileman acredita que a mudança é devido à Adoração Eucarística. “Quando uma paróquia adora Deus dia e noite, a cidade se transforma“, disse o Pe. Hileman.

Jorge González Nicolás, Promotor de Ciudad Juárez, disse: “Juárez sofreu tanto e passou por tanta dor, mas a cidade está revivendo: é um símbolo do que pode ser feito. Conseguiu se transformar tão rapidamente”.

Pe. Hileman disse à Radio María, da Argentina, que os missionários abriram a primeira Capela da Adoração Perpétua em Juarez em 2013. Naquela época “40 pessoas por dia estavam morrendo porque duas gangues de drogas estavam lutando pela cidade para levar drogas para os Estados Unidos”.

Foram os cartéis de Juarez e Sinaloa – o último liderado por Joaquín “el Chapo” Guzmán Loera, que recentemente foi extraditado do México para os Estados Unidos. Pe. Hileman lembrou que “as paróquias estavam dizendo que a guerra não estava terminando porque um grupo de soldados estava com uma gangue e a polícia estava com a outra. Eles estavam matando pessoas, queimando casas para que saíssem lutando pela cidade“.

Foi logo depois que a Adoração começou que a taxa de homicídios começou a cair dramaticamente. De 2010-2015, a taxa de assassinato caiu de incríveis 3.766 para apenas 256.

Uma das paróquias que estava “desesperada” pediu aos missionários para abrir uma capela de Adoração Perpétua, porque eles garantiram que “só Jesus vai nos salvar desta, só Jesus pode nos dar segurança”. Os missionários só levaram três dias para estabelecer a Primeira capela de Adoração Perpétua em Juarez.

Pe. Hileman falou de um incidente quando a cidade estava sob um estado de sítio. Uma mulher estava a caminho da capela para fazer a Hora Santa às 3:00 da manhã, quando foi interceptada por seis soldados que lhe perguntaram para onde estava indo. Quando a mulher lhes disse que ia para a “pequena capela”, os homens uniformizados lhe perguntaram onde poderia estar, porque tudo estava fechado àquela hora. Então a mulher sugeriu que a acompanhassem para ver por si mesmos. Quando chegaram à capela, os soldados encontraram “seis mulheres fazendo a Hora Santa às três da manhã”. – disse Hileman.

Ela acrescentou: “Você acha que está nos protegendo? Estamos orando por você 24 horas por dia”.

Um dos homens uniformizados caiu segurando a arma, e começou a chorar diante do Santíssimo Sacramento. No dia seguinte, às três da manhã, ele estava com roupas civis fazendo uma Hora Santa, “chorando oceanos de lágrimas”, disse ele.

Dentro de dois meses após a abertura da capela da Adoração, o Bispo “nos chama e nos diz: Padre, desde que a capela foi aberta, não houve uma morte em Juarez, faz dois meses que ninguém morreu”.

Em fevereiro de 2016, o Papa Francisco visitou a antiga cidade destruída pela violência e falou em um presídio local:

“Peçamos ao nosso Deus, o dom da conversão, o dom das lágrimas. Peçamos-Lhe a graça de ter o coração aberto, como os Ninivitas, ao seu apelo no rosto sofredor de tantos homens e mulheres. Não mais morte nem exploração! Há sempre tempo para mudar, há sempre uma via de saída e uma oportunidade, é sempre tempo para implorar a misericórdia do Pai”.

fonte: churchpop.com

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Não podemos ensinar a Deus aquilo que Ele deve fazer, disse o Papa na catequese de hoje.

topicNão se deve querer ensinar a Deus o que Ele deve fazer, mas confiar Nele que sabe tirar vida até da morte. Esse é o convite do Papa Francisco na catequese desta quarta-feira, 25, na Sala Paulo VI.

Francisco prosseguiu o ciclo de catequeses sobre a esperança cristã e, como na quarta-feira passada, fez referência a um personagem bíblico. Dessa vez, o foco foi Judite, mulher corajosa, a grande heroína de Israel que encorajou os chefes e o povo de Betúlia a esperarem incondicionalmente no Senhor e assim fazendo, libertou a cidade da morte.

A narração conta que o exército de Nabucodonosor, comandado pelo general Holofernes, assediou Betúlia cortando o fornecimento de água e enfraquecendo assim a resistência da população. A situação ficou dramática ao ponto que os moradores pedem aos anciãos que se rendam aos inimigos. O fim é inevitável, a capacidade de confiar em Deus exaurida, e para fugir da morte, não resta nada a não ser se entregar.

Francisco ressaltou a figura de Judite naquela situação. “Esta mulher, viúva, arrisca até fazer um papelão diante dos outros… mas é corajosa, vai adiante. Esta é uma minha opinião pessoal: as mulheres são mais corajosas que os homens”.

Com a força de um profeta, aquela mulher convida a sua gente a manter viva a esperança no Senhor, explicou o Santo Padre, e aquela esperança foi premiada: Deus salvou Betúlia pela mão de Judite.

“Com ela, aprendamos a não impor condições a Deus. Confiar Nele significa entrar nos seus desígnios sem nada pretender, aceitando inclusivamente que a sua salvação e o seu auxílio nos cheguem de modo diferente de nossas expetativas. Nós pedimos ao Senhor vida, saúde, amizade, felicidade… E é justo que o façamos; mas na certeza de que Deus sabe tirar vida até da morte, que se pode sentir paz mesmo na doença, serenidade mesmo na solidão e felicidade mesmo no pranto. Não podemos ensinar a Deus aquilo que Ele deve fazer, nem aquilo de que temos necessidade. Ele sabe isso melhor do que nós; devemos confiar, porque os seus caminhos e os seus pensamentos são diferentes dos nossos”.

E outra vez, antes de concluir, o Papa mencionou o papel das mulheres e avós. “Quantas vezes ouvimos palavras corajosas de mulheres humildes… que pensamos, sem desprezá-las, que são ignorantes… mas são as palavras da sabedoria de Deus, as palavras das avós que tantas vezes sabem dizer a coisa certa… palavras de esperança. Elas têm experiência de vida, sofreram tanto. Confiaram em Deus, que lhes deu este dom”.

“Esta é a oração da sabedoria, da confiança e da esperança”, terminou o Papa, concedendo em seguida a bênção apostólica.

fonte: canção nova

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Não é tanto um erro quanto uma doença que está no coração e da qual o diabo tira proveito.

papa-francisco-3O ponto central da homilia do Papa na manhã da terça-feira (06/12) foi o Evangelho da ovelha perdida com a alegria pela consolação do Senhor.

“Ele vem como um juiz” – explicou Francisco – “mas um juiz que cuida, um juiz cheio de ternura: faz de tudo para nos salvar”: não vem “para condenar mas para salvar”, procura cada um de nós, nos ama pessoalmente, “não ama a massa indistinta”, mas “nos ama por nome, nos ama como somos”.

A ovelha perdida – comentou o Papa – “não se perdeu porque não tinha uma bússola. Conhecia bem o caminho”. Se perdeu porque “o coração estava doente”, cego por “uma dissociação interior” e foge “para ficar longe do Senhor, para saciar aquela escuridão interior que a levava à vida dupla”: estar no rebanho e fugir para a escuridão. “O Senhor conhece estas coisas” e “vai a sua procura”. “A figura que melhor me faz entender o comportamento do Senhor com a ovelha perdida – confessa o Papa – é o comportamento do Senhor com Judas”.

“A mais perfeita ovelha perdida no Evangelho é Judas: um homem que sempre, sempre tinha algo de amargo no coração, algo a criticar nos outros, sempre separado. Não sabia da doçura da gratuidade de viver com todos os outros. E sempre, esta ovelha não estava satisfeita – Judas não era um homem satisfeito! – fugia. Fugia porque era ladrão, ia para aquele outro lado, ele. Outros são luxuriosos, outros… Mas sempre escapam porque têm aquela escuridão no coração que o separa do rebanho. E aquela vida dupla, aquela vida dupla de tantos cristãos, e também, com dor, podemos dizer, sacerdotes, bispos… E Judas era bispo, era um dos primeiros bispos, eh? A ovelha perdida. Pobre! Pobre este irmão Judas como o chamava padre Mazzolati, naquele sermão tão bonito. ‘Irmão Judas, o que acontece no teu coração?’. Nós devemos entender as ovelhas perdidas. Também nós temos sempre algo, pequeno ou nem tanto, das ovelhas perdidas”.

Aquilo que faz a ovelha perdida – destacou o Papa – não é tanto um erro quanto uma doença que está no coração e da qual o diabo tira proveito. Assim, Judas, com o seu “coração dividido, dissociado”, é “o ícone da ovelha perdida” e que o pastor vai procurar. Mas Judas não entende e “no final quando viu aquilo que a própria vida dupla provocou na comunidade, o mal que semeou, com sua escuridão interior, que o levava a fugir sempre, procurando luzes que não eram a luz do Senhor mas luzes como enfeites de Natal”, “luzes artificiais”, “se desesperou”. O Papa comentou:

“Há uma palavra na Bíblia – o Senhor é bom, também para estas ovelhas, nunca deixa de procurá-las – há uma palavra que diz que Judas se enforcou, enforcou e ‘arrependido’. Eu creio que o Senhor tomará aquela palavra e a levará consigo, eu não sei, talvez, mas aquela palavra nos faz duvidar. Mas essa palavra o que significa? Que até o final o amor de Deus, trabalha naquela alma, até o momento do desespero. E esta é a atitude do Bom Pastor com a ovelha perdida. Este é o anúncio, a boa notícia que nos traz o Natal e nos pede essa sincera alegria que muda o coração, que nos leva a nos deixarmos consolar pelo Senhor, e não as consolações que procuramos para tentar desabafar, para escapar da realidade, escapar da tortura interior, da divisão interior”.

Jesus, quando encontra a ovelha perdida não a insulta, ainda que tenha feito tanto mal. No Jardim das Oliveiras chama Judas “Amigo”. São as carícias de Deus:

“Quem não conhece as carícias do Senhor não conhece a doutrina cristã! Quem não se deixa acariciar pelo Senhor está perdido! É esta a boa notícia, esta é a alegria sincera que nós hoje queremos. Esta é a alegria, esta é a consolação que buscamos: que venha o Senhor com o seu poder, que são as carícias, a encontrar-nos, para nos salvar, como a ovelha perdida e a nos levar para o rebanho de sua Igreja. Que o Senhor nos conceda esta graça, de esperar o Natal com as nossas feridas, com os nossos pecados, sinceramente reconhecidos, para esperar o poder desse Deus que vem nos consolar, que vem com poder, mas o seu poder é a ternura, as carícias que nasceram do seu coração, o seu coração tão bom que deu a vida por nós”.

(Rádio Vaticano)

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Cardeal que era arcebispo emérito de São Paulo estava internado com problemas pulmonares.

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Faleceu no fim da manhã desta quarta-feira, 14, o arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Paulo Evaristo Arns. Ele estava internado para tratar de problemas pulmonares decorrentes da idade.

O arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, emitiu uma nota em sua página no facebook pelo falecimento de Dom Arns. Confira a seguir:

“Ex Spe in Spem” – De esperança em Esperança!

Comunico, com imenso pesar, que no dia 14 de dezembro de 2016 às 11h45, o Cardeal Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito de São Paulo, entregou sua vida a Deus, depois de tê-la dedicado generosamente aos irmãos neste mundo.

Louvemos e agradeçamos ao “Altíssimo, onipotente e bom Senhor” pelos 95 anos de vida de Dom Paulo, seus 76 anos de consagração religiosa, 71 anos de sacerdócio ministerial, 50 de episcopado e 43 anos de cardinalato.

Glorifiquemos a Deus pelos dons concedidos a Dom Paulo, e que ele soube partilhar com os irmãos. Louvemos a Deus pelo testemunho de vida franciscana de Dom Paulo e pelo seu engajamento corajoso na defesa da dignidade humana e dos direitos inalienáveis de cada pessoa.

Agradeçamos a Deus por seu exemplo de Pastor zeloso do povo de Deus e por sua atenção especial aos pequenos, pobres e aflitos. Dom Paulo, agora, se alegre no céu e obtenha o fruto da sua esperança junto de Deus!

Convido todos a elevarem preces de louvor e gratidão a Deus e de sufrágio em favor do falecido Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Convido também a participarem do velório e dos ritos fúnebres, que serão realizados na Catedral Metropolitana de São Paulo.

Na Festa de São João da Cruz,
São Paulo, 14/12/2016

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo metropolitano de São Paulo

fonte: canção nova

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Texto completo da homilia do Santo Padre Francisco na Celebração Eucarística no Santuário João Paulo II, em Łagiewniki.

Viaggio Polonia GMG-Messa Santuario S. Giovanni Paolo II

 

Na manhã deste sábado, o Santo Padre Francisco presidiu a Celebração Eucarística no Santuário João Paulo II, em Łagiewniki, para sacerdotes, religiosas e religiosos,leigos consagrados e seminaristas. Eis o texto da homilia na íntegra:

***

“A passagem do Evangelho, que ouvimos (cf. Jo 20, 19-31), fala-nos de um lugar, um discípulo e um livro.

O lugar é aquele onde se encontravam os discípulos, na tarde de Páscoa; dele, apenas se diz que as suas portas estavam fechadas (cf. v. 19). Oito dias depois, os discípulos ainda estavam naquela casa, e as portas ainda estavam fechadas (cf. v. 26). Jesus entra lá, coloca-Se no meio e leva a sua paz, o Espírito Santo e o perdão dos pecados: numa palavra, a misericórdia de Deus. Dentro deste lugar fechado, ressoa forte o convite que Jesus dirige aos seus: «Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós» (v. 21).

Jesus envia. Ele, desde o início, deseja que a Igreja esteja em saída, vá pelo mundo. E quer que o faça assim como Ele próprio fez, como Ele foi enviado ao mundo pelo Pai: não como poderoso mas na Leia mais

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BRASILIA, 30 Nov. 16 / 04:30 pm (ACI).- Após a maioria da primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) declarar, na terça-feira, 29, que o aborto até o terceiro mês de gestação não é crime, o Bispo de Frederico Westphalen, Dom Antonio Carlos Rossi Keller, afirmou que tal prática decreta a pena de morte aos não nascidos.

A decisão se deu quando os ministros analisavam o pedido de habeas corpuscinco funcionários de uma clínica clandestina de aborto de Duque de Caxias (RJ). Votaram no sentido de não considerar o aborto um crime os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin. Com isso, abriram um precedente para decisões de outros juízes no Brasil.

Em sua página no Facebook, Dom Antonio Keller ressaltou que “o Supremo Tribunal Federal existe para garantir o cumprimento da Constituição” e acrescentou que “a Constituição brasileira determina que, no Brasil, não há pena de morte”.

“Contrariando este princípio, por meio do aborto, decreta-se a pena de morte àqueles que tem uma única culpa: a de existir. O aborto é uma barbárie”, afirmou o Bispo.

Diante dessa realidade, Dom Antonio pontuou que “uma Sociedade que defende, justificadamente, os ovos das tartarugas, mas admite o aborto, é no mínimo uma Sociedade na qual predomina a hipocrisia”.

Por sua vez, Padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco (SP), observou que “justo no Leia mais